‘Açores Primeiro! Todos Contam’ debate Cultura e Património em encontro online

O movimento ‘Açores Primeiro! Todos Contam’ realizou, esta quarta-feira, o debate temático alusivo à área da Cultura e Património, numa sessão online em que os intervenientes, moderados pela Comissária Temática e Diretora Artística, Ana Brum, se centraram na genética cultural e identidade, expressas na arte, na literatura, na história e visíveis no nosso património.

Para Filipe Mota, arquiteto e Presidente da Direção da CRACA – Associação Cultural, há um trabalho a desenvolver no respeitante à valorização da cultura: “Há uma forma de olhar para a cultura que não deve ser presa ao passado, porque temos de criar cultura”, de forma a que daqui a muitos anos possa haver cultura dos dias de hoje e a sua preservação, o que, na sua opinião, é fundamental passar por uma acreditação dos agentes culturais por parte das entidades.

Para o orador não há como pensar a educação de forma separada da cultura, sublinhando que uma sem a outra, “na minha opinião, não faz sentido”, acrescentando ainda que as filarmónicas assumem um papel fundamental junto dos jovens, enquanto criadores de cultura, principalmente nas ilhas mais distantes.

“Acho que há um trabalho de fundo a ser feito, porque um país sem a sua cultura não é nada, dai a importância de se olhar para a história e para o passado, mas também para aquilo que se produz e cria”, afirmou o arquiteto Filipe Mota.

Já para Hélder Bettencourt, diretor do Centro de Artes de São Roque do Pico e maestro da Sociedade Recreio União Prainhense, cuja vivência de património se centra mais no aspeto musical, em específico no que às filarmónicas e folclore diz respeito, a pandemia da COVID-19 veio impossibilitar 100% das planificações previstas, ou pelo menos a maior parte.

“Nós, Açorianos, há muito tempo que aprendemos a viver com dificuldades e penso que esta pandemia fez nos pensar a nossa cultura e património de uma outra forma e nos fez também dar mais de nós mesmos, alertando que podemos fazer mais e que a cultura e património merece esse nosso esforço”, afirmou.

Para o orador convidado a principal dificuldade que surgiu neste período de pandemia traduziu-se na falta de ensaios, uma vez que nos últimos quatro meses não se realizaram ensaios, alertando ainda para a importância de não se esquecerem as tradições usando-as para um novo caminho, afirmou Hélder Bettencourt.

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