‘Açores Primeiro! Todos Contam’ debate energias renováveis na ilha Graciosa

A iniciativa ‘Açores Primeiro! Todos Contam’ realizou este domingo um debate, na ilha Graciosa, no qual se abordou o desenvolvimento sustentável e em específico as energias renováveis. Na ocasião o Chefe de Central no Sistema de Produção Híbrido renovável da Graciólica, Duarte Silva, destacou o facto de 60% da ilha ser alimentada por fonte renovável, beneficiando-se, por essa via, em termos ambientais.

“Este projeto tem a valência de chegarmos aos 100% com facilidade. Temos 109 dias de fornecimento de eletricidade 100% renovável, num período 329 dias”, sendo que a ilha Graciosa, em 33% do tempo é totalmente renovável.

Já a oradora Andreia Carreiro, Doutorada em Sistemas Sustentáveis de Energia, destacou a pertinência desta temática ser discutida numa ilha como a Graciosa, “considerada como uma ilha modelo no que toca a questões energéticas”, sendo ainda “um exemplo para o mundo”.

Com um alcance de mais de 60% de renováveis, o projeto ilha modelo assenta em três componentes no que à transição energética diz respeito: a questão da energia limpa; a eficiência energética e a mobilidade elétrica.

Alcançando em 2018 uma integração de cerca de 39% de renováveis e, no ano passado de 37%, a tendência é de que esses números venham a aumentar, “com os diversos investimentos em curso”.

“São Miguel e Terceira tem uma grande percentagem de integração de renováveis, porque contam com a geotermia”, sublinhou a oradora, acrescentando que a Graciosa alcançou 60%, enquanto que na ilha das Flores, devido ao seu potencial hídrico, se alcançou mais de 50%. Já no Corvo, e apesar de não haver produção centralizada com base em renováveis, “mais de 140 habitações usufruíram da colocação de um sistema com base em solares térmicos ou bombas de calor para aquecimento de águas, o que permitiu uma redução significativa do uso do gás butano”, afirmou Andreia Carreiro.

Todo este desenvolvimento permitiu que a Região fosse considerada, a nível europeu, e no que toca à transição energética, líder, sendo que se ambiciona ainda muito mais do que já foi apresentado. Para Andreia Carreiro o futuro pode ser construído com o foco na transição energética que se baseia na descarbonização, descentralização e digitalização.

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