Movimento ‘Açores Primeiro’ debateu especialização da ilha de São Jorge

O movimento ‘Açores Primeiro! Todos Contam’ debateu este sábado a especialização eficiente da ilha de São Jorge, centrando-se em dois dos seus produtos mais característicos, o queijo e as conservas.

Para o Presidente do Conselho Administrativo da Conserveira de Santa Catarina, Rogério Veiros, estes dois produtos são identificativos dos Açores no exterior, assumindo por isso “um importante papel a nível regional, mas também na importância socioeconómica que os dois setores representam para a ilha”.

“A Santa Catarina é hoje uma referência na região, mas também a nível nacional e internacional”, sublinhou Rogério Veiros, destacando a esse respeito que no último fórum mundial do atum uma importante empresa de análise de mercado utilizou a marca de São Jorge como exemplo da criatividade e diferenciação.

Com um elevado número de certificações, Rogério Veiros salientou ainda o importante trajeto de afirmação que tem vindo a ser alcançado pela conserveira da ilha, acrescentando também que a empresa está a direcionar as suas vendas para a Europa do Norte e a Europa Central, “mercados com maior poder de compra e mais exigentes nas certificações”.

Sendo a empresa que emprega o maior número de trabalhadores na ilha, o Presidente do Conselho Administrativo da Conserveira de Santa Catarina sublinhou o orgulho no trabalho que tem vindo a ser feito apostando sempre no desígnio da sustentabilidade.

Já para o Vice-Presidente do Conselho de Administração da Lactaçores, e referindo-se ao setor cooperativo como a principal atividade económica de São Jorge, António Aguiar referiu que os 230 produtores de leite da ilha produzem anualmente cerca de 30 milhões de litros de leite.

Ainda em termos de números, e relativamente às três unidades fabris da ilha, que empregam 165 funcionários, a Finisterra, a Cooperativa dos Lorais e a Uniqueijo, António Aguiar destacou as excelentes condições das mesmas, o que permite a produção de um produto de excelência.

Já em termos de mercado, há a sublinhar que “mais de 50% da produção é para o continente, 25% para os Açores, 10% para os EUA, 5% para o Canadá e o restante divide-se por vários países”.

Sem esquecer também outros dos produtos emblemáticos da ilha de São Jorge, como os trilhos, o café ou as amêijoas, António Aguiar referiu a aposta que se deve manter no queijo continuando também a trabalhar na sua apresentação e inovação.

Ambos os oradores salientaram ainda a possibilidade no turismo, defendendo a aposta nas fajãs e na oferta do alojamento local.

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